Guerra de Nós Dois

Sendo culpado
Pelo insensato
E pelos fatos inenarráveis

Simples como uma ciência exata

Você, eu nós... E o resto da existência

Desespera-se

Em pequenos conflitos
Que aos poucos
Destrói a humanidade

Deixando rastros temporários

Que a poeira dos sonhos
Encarrega-se em apagá-las


Detalhamo-nos
E fingimos
Não notar nossa presença


Como se fossemos
Reflexos de um absurdo
Vividos por quem soube
E conseguiu se destacar
Nessa tempestuosa guerra de nós dois.

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