A pele que habito
Minhas palavras
Repetidas, gastas
Pela língua que propaga
Meus direitos
Cerceados pelo refluxo
De ações intempestivas
Rotineira e banal
As dores, moral, razão
Propriedades impregnadas
Vivida, sentida, repetida
Vestidas como roupas usadas
Dispa-se, imorais
Perco as horas
Vagando,
Nas estepes atemporais
De minha percepção
Dono desse corpo
Sou homem de meu destino
Recriando caminhos
Nessa longa estrada
Que é minha
Este sou eu
Mesmo que avesso
Esta alma que possuo
Esta pele que habito.
Diego Braz


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