Lana Caronte


Meu corpo nu
Dos desejos
Bacantes,
Desafia minha sanidade
Posta à revelia

Meu dom

Florescendo a arte
Inevitável,
Ideias remanescentes
De minha sóbria razão

Descarto, nego
E absorvo as luzes
Da claridade infinita do tempo
Praticada e sentida

Aspergindo ferro e fogo
Invadindo todo
O meu retiro carnal
Cego de um medo
Marginal

Sendo a vida eterna
De tempos,
De atos singelos
Solitários ao luar

Icônicas, e inerentes
Roubada ao ator
A máscara trágica,
Pois a comédia é finita

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