30
O que dizer das coisas que vi até aqui, o que absorvi desses 30 anos?
Poderia relembrar várias coisas, resgatar muitas experiências, mas o que eu realmente aprendi com a vida, foi "viver", essa palavra, que ouso em definir como símbolo desse momento. Não foram as conquistas pessoais que me impulsionou a seguir em frente, não foi à arte que abriu a janela onde vejo novos horizontes, não foi à política que destrinchou meu destino, nem a geografia que apontou meu norte, foi a fé que me moveu até aqui...
Viver é conseguir se integrar, e vivendo em harmonia com o mundo, com as pessoas, com o amor. Amar, simplesmente amar o outro através da fé, da caridade e de tudo que vem atrelado a essas ações. Não me acometendo a busca da virtude, pelos prazeres, mas sim pelas ações humanitárias.
Quando nos libertamos do eu e vemos nossa presença como parte de um todo, integrante orgânico das mesmas substâncias primárias que deram vida a tudo, nossos átomos, moléculas sendo renovadas e remontadas, em tudo o que existe, existiu e existirá.
Isso que eu aprendi, a respeitar as pessoas, suas crenças, suas cores, suas ideias e seus valores. Nossas vidas não podem ser desperdiçadas com raiva, ódio, angústias ou luxúria. Somos parte de um único mecanismo, engrenagens que separadas não movem nada.
O que recebi de mais valioso da vida foi à amizade, meus amigos de infância, da escola, da política, do exército, da faculdade, do trabalho e da Umbanda. São vocês que me acompanham me seguem, me acolhem e aconselham. Meus olhos espreitam o futuro, planejam infinitos projetos, e reluz o amor que aprendi a refletir com minha alma.
Diego Braz


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