Vamos falar de amor?



O amor
Imaculado em virtudes
Virginal e intempestivo
Carnal, apreciativo
Ascendendo em trajetórias
Numa viagem temporal

Amadurecendo
As rugas
Franzidas de meus
Olhos depreciados

A percepção dos sentidos
As necessidades do corpo
Viver e doar

Compreendo as incompatibilidades
Entre amor e paixão
Cada um no seu tempo
Cada tempo em suas aflições

O amor vem do meu corpo
Ou de minha alma eterna?
Mera racionalidade adquirida
Ou um dom divino do tempo?

Fundamento da procriação
Ou uma chave da coexistência espacial?

Sua incondicionalidade
Inexiste,
Despido de passividades
Aos erros, traições, desconfortos

A dor que fere a alma o sorriso que preenche uma eternidade
Mutante, mutável, misterioso...

Meu amor
Não é carne
Nem sangue
Meu amor 
Não é tempo
Não é fisiológico

Aprendi que esse amor que possuo
É cósmico,
Parte de um todo
Como nossos corpos
Que em sua engenharia
Tem partículas criadoras de tudo
Do universo , da terra, da vida

Talvez o amor
Tenha sido criado no início de tudo
Não escatológico
Não teogônico
Mas uma divindade
Vinda do mesmo berço de Deus.

Diego Braz





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