Amargas rugas

Afoito pelo discordante
E vil destino
Recrio as convenções
Nada que sei, quem sou
É original.

Sou mil homens
Inspirado, talhado, moldado
Aos costumes
Vívidos, vigentes
Liberto deste conceito
Ilegítimo do que sei.

Esbaforido pelo
Esforço inerente
Que tento apresentar
Ao gastar todas as minhas
Energias em vão.

Revivendo em mim
Todas as mesmas
Rugas, amarguras
De suas pequenas
Advindas, dispersas

Todas as suas preces
Mesmo que descabidas
E intransigentes
Todas elas
As descabidas
Vão surgindo e conjecturando
Essa fase simples
De meu ser, esse par
Meu sonho, esse lar

Todas elas vão surgindo
E sim, são descabidas
E necessariamente certa
Suas certas certezas
Primordiais em sonhos

De outono, de verão
Shakespeariano ser o meu
No instigante desejo
Desse alento temporal
Do que é ser “EU”.

Poeta Diego Braz

www.poetadiego.blogspot.com

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