Filho do Vento



Sou muitas pessoas
Tenho muitas almas
Sou tanta gente
Que não sou ninguém
E por ser ninguém
Sou demasiado insano
Com um apetite voraz
E implacável pelo mundo
Sendo insaciável
A minha ânsia de ser tudo isso
De aprender com tudo isso
De alimentar todos esses seres
Que habitam em mim
Minha pele
Minha calma
Minha cama
Minha reluzente paixão
Vindo do seu suor
Do esforço que faço
Para te ver sorrir
Gozar, viver...
Amo cada uma,
Amo cada um dos que passam por mim
Nos meus lençóis, no meu afeto
Liquefaço meu amor
E rego a humanidade
Com um amor social
Não por distração
Vazio ou desfrute
Mas, como parte integrante
De uma busca
A busca de nós mesmos
Quem sou eu de verdade?
Pressupondo o que seja verdade.
Qual é a minha real face
Já que oculta aos rompantes
Baila como o vento
As vezes brisa
As vezes tufão
Mostrando-se apenas
Aos que se submetem
Ao olho do furacão.

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