Nas Entrelinhas da Vida

Exorbito as minhas ideias 
Que rechaçadas
De duvidas prolongam lentamente
Como a idosa que aguarda para atravessar a rua

Carregando o peso dessa vida
Tento desvendar
Nas veias de minha testa
Ou nas minhas cordas vocais

Em demasia
Explano com voracidade
O que me apetece
Constrangendo e arruinando
Planos desvalidos, velhos planos desvalidos
Como a alma cansada de viver.

Sem sabermos se de fato temos uma alma
Temos outras vidas?
Nós existimos de fato?
Dentre a compreensão metafísica?
É claro que quero o gosto dos sabores
Dos sentidos
Dos aromas mesmo que insípidos
Opacos, Frígidos.

Ficam-me as experiências
As dores, e as cicatrizes
Arraigadas em minha pele
Como as dúvidas em meu ser
Que ouso ao usá-las como exemplos
Para evitar futuras cicatrizes
Medonhas, varizes inevitáveis
Desse corpo vivido.

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